terça-feira, 8 de julho de 2008

MySpace fecha parceria com a Claro

A partir desta segunda-feira, 7, os internautas acostumados a acessar a rede social MySpace pelos computadores poderão fazê-lo também através dos telefones celulares. Em parceria exclusiva, os clientes da operadora Claro terão acesso aos perfis pessoais criados no site, poderão ler e responder mensagens, atualizar o humor, navegar pela rede, ver fotos dos amigos e ainda atualizar seus blogs com a inclusão de posts.Para acessar o MySpace Mobile, basta ter uma conta MySpace já habilitada ou criar uma por meio do site do portal. Isso feito, basta enviar um torpedo grátis com o texto "MYSPACE" para o número 250, acessar o link e fazer o login. A partir daí, o cliente Claro acessará sua página no MySpace direto do celular. Além disso, também é possível acessar o MySpace Mobile pelo portal Claro Idéias WAP no navegador web/WAP do celular. A facilidade pode ser utilizada por todos os usuários da operadora que possuam aparelhos compatíveis com o navegador WAP.
Fonte: meio e mensagem

sábado, 5 de julho de 2008

Palestra sobre Publicidade na Era Digital em Brusque

Nessa última quarta-feira 02.07.2008, Mariana Lapolli, autora do livro "Publicidade na Era Digital: um desafio para hoje", ministrou uma palestra abordando o tema de sua obra na Associação Educacional do Vale do Itajaí-Mirim - ASSEVIM - em Brusque. No auditório estavam presentes alunos do curso de comunicação social com habilitação em Publicidade e Propaganda.

Na mesma noite os alunos tiveram a oportunidade de assistir uma palestra sobre a TV Digital com Cristiano Floriano de Itajaí, além de promover um debate com os palestrantes e professores da instituição. "É muito importante que os estudantes estejam atentos às novas mídias que estão surgindo. A curiosidade dos alunos é muito grande e a constante realização de eventos como esse é fundamental para prepará-los para enfrentar um mercado em constante transformação", afirma Mariana.


Novas mídias... pra quem?

Não há melhor maneira de iniciar o assunto novas mídias, senão questionando: o que são novas mídias e para quem? Para uma criança ou um adolescente, se deparar com uma comunicação de um produto ou serviço no celular ou na internet já faz parte do seu dia-a-dia. Eles já nasceram ligados com o que há de novo, com o que surge a cada dia, com o que nos surpreende. A definição do que é ?tradicional? e ?novo? já levanta uma certa polêmica, pois definir o que é ?novo? e o que é ?tradicional? se torna uma tarefa muito difícil se não estiver claro com quem queremos falar. Temos que entender, antes de mais nada, o consumidor, em que momento vamos impactá-lo, qual a relevância de determinada mídia para ele, qual o índice de aceitação que terá naquele instante. Quem conseguir entender tudo isso estará estabelecendo um ponto de contato eficiente com o seu público-alvo.A nossa missão é fazer com que a comunicação se torne relevante. Isso pode nos levar a recomendar mídias digitais e também as formas tradicionais, inclusive o clássico comercial de 30? na televisão. É importante nesse contexto considerar que, em um país como o Brasil, as mídias tradicionais ainda continuam de fato as mais eficientes para se atingir as grandes massas. O que devemos é usar de forma mais inteligente a televisão, o rádio, a revista, o jornal, o cinema, a mídia exterior. A mídia online, como principal exemplo desse cenário das novas mídias, é muito importante em função dessa nova geração de consumidores. Mas a televisão continuará sendo um veículo extremamente poderoso por muito tempo, até em virtude da sofisticação da TV Digital, que permitirá a reprogramação de tudo.Acredito que o emprego de ferramentas como a internet e o SMS terão um uso cada vez maior, bem como a integração e a convergência desses meios com os canais clássicos de comunicação. O caminho é qualificar cada vez mais o público, o que significa descobrir por quais tipos de mídia ele gostaria de ser atingido.Para as agências, é um momento muito rico. Temos que pensar cada mídia de acordo com sua especificidade. Antigamente podia-se usar um filme criado para televisão no cinema, usar sua locução no rádio ou aproveitar o mesmo anúncio de jornal em revista. Essas fórmulas definitivamente não funcionam mais, cada meio tem sua linguagem. Até porque não existe receita de sucesso. Cada caso é um caso.Nos últimos dez anos, grandes mudanças ocorreram. Hoje, mais de 95% dos televisores têm controle remoto e o consumidor tem muito mais poder de decisão. A partir daí, a mídia passou a ser centrada no consumidor. Surge a necessidade de procurarmos alternativas. Mas quando falamos em novas mídias, temos que imaginar primeiro que tudo é mídia, tudo comunica, ou seja, não existe mídia alternativa. O importante é atingir o consumidor de forma relevante.
Fonte: Meio & Mensagem - por Antônio Jorge Alaby Pinheiro, sócio-diretor da Mídia 1

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ABDOH Coloca o Brasil na Vanguarda da Mídia Digital Out-Of-Home

O publicitário Waltely Longo acaba de oficializar a criação da ABDOH - Associação Brasileira de Mídia Digital Out of Home – que nasce com 13 empresas fundadoras cuja atuação está focada num dos meios de comunicação que mais cresce em todo o mundo. A mídia digital out of home já é um mercado estimado em U$1,3 bilhões nos Estados Unidos, o que equivale a um dos mais elevados índices de crescimento na indústria da mídia exterior norte-americana. A trajetória desse tipo de mídia segue uma trilha de sucesso também no Brasil.

“O surgimento desses novos meios de comunicação que integram a categoria de mídia digital out of home é a resposta que o mercado esperava para reconquistar a atenção do consumidor, por meio da relevância que uma mensagem adquire ao ser transmitida em sincronia com o ambiente que ela se realiza”, diz Waltely Longo, presidente da ABDOH.
A ampla disseminação dos avanços tecnológicos ocorrida nos últimos anos e o profundo impacto que essas mudanças geraram no comportamento dos consumidores, vêm fazendo com que uma “nova ordem mundial de mídia” comece a assumir contornos mais nítidos e venha adquirindo aspectos cada dia mais concretos no panorama da comunicação mundial.
Essas rápidas transformações aceleraram a preocupação de anunciantes, profissionais de marketing e comunicação em todo o mundo, constatarem que as audiências estão cada dia mais dispersas, fragmentando a mensagem que chega aos consumidores. É nesse complexo contexto de mudanças que a tradicional disputa pela audiência vem perdendo espaço para uma batalha ainda mais acirrada. O novo desafio da comunicação é conquistar a efetiva atenção do consumidor num ambiente cada dia mais congestionado pela multiplicidade de estímulos e informações.
Baseado nesses fatores, analistas internacionais explicam o rápido e sólido crescimento registrado no setor de mídia digital out of home, definida como um tipo de meio de comunicação que atinge os consumidores quanto eles estão fora de suas casas. Sua principal característica é a utilização de monitores da alta tecnologia e transmissão digital de diferentes tipos de conteúdo.
A eficácia da mídia digital out of home está ligada à sua pertinência na conjuntura atual das metrópoles. Com uma concentração cada vez maior de pessoas e serviços, as grandes cidades apresentam uma realidade que torna propícia a oferta de uma mídia formatada exclusivamente para o cenário. “Enfim, os tempos modernos fazem com que as pessoas passem muito mais tempo fora de suas casas em comparação há 30 anos”, analisa Waltely Longo.
O mais importante conceito desses veículos é a oferta de comunicação dirigida para audiências cativas, como por exemplo: monitores instalados em redes de supermercados, shopping centers, bares e restaurantes. Há ainda aqueles estrategicamente instalados, com programação segmentada para públicos que se encontram em elevadores, ônibus, metrô, trens e consultórios médicos.

O que é a ABDOH
A exemplo de iniciativas similares já existentes em outros países, as principais empresas do mercado brasileiro que atuam no setor de mídia digital out of home decidiram se unir para criar uma associação representativa e de prestação de serviços do setor. Nasce assim a ABDOH, uma entidade cuja missão é incentivar as relações entre os associados e o mercado publicitário, produzir e divulgar informações técnicas sobre o segmento, estabelecer normas e procedimentos éticos do setor, padronizar sistemas de controle e avaliação, além de ajudar a disseminar o conhecimento sobre o meio, posicionando-o como uma poderosa ferramenta da construção de marcas de produtos e serviços.
São 13 as empresas sócio-fundadoras da ABDOH:
- CerejaPRN (Varejo)
- CineBoteco (Bares e Restaurantes)
- Elemídia (Elevadores de Ed. comerciais, Hotéis e Universidades, além de academias e Lojas de conveniência)
- Elemidia Empresas (Comunicação Corporativa)
- Elemidia Mall (Shopping Centers)
- Indoormidia (Aeroportos e Shopping Iguatemi)
- Speed Cast (Varejo)
- Strat Digital Signage (Varejo)
- Subway Link (Supermercados e Varejistas)
- TV Minuto (Metro SP)
- TV Mulher & Mãe (Consultórios e Maternidades)
- TvTrem (Trens Metropolitanos – CPTM)
- TVO (Mídia Digital Móvel – Ônibus)
Essas companhias apresentaram um faturamento R$ 30 milhões em 2007 e os números do primeiro trimestre deste ano confirmam uma previsão de crescimento superior a 100%, o que representará um faturamento de mais de R$ 73 milhões até o fim de 2008. O impacto desse crescimento refletirá também na expansão do total de monitores instalados, que deve saltar de 9 mil para 20 mil unidades nesse mesmo período.
A mídia digital out of home mostra uma expansão inquestionável. Esse tipo de investimento ganha cada vez mais espaço no budget de marketing dos anunciantes, consolidando-se como uma solução para as marcas que querem atingir seus consumidores com taxas mínimas de dispersão. Importantes setores da economia já estão utilizando os monitores das empresas associadas à ABDOH. Entre elas: setor automobilístico, cartões de crédito, varejo, bancos, alimentos, beleza, cursos, cinema, governo, restaurantes, companhias aéreas, telefonia, assistência médica, laboratórias, refrigerantes, cuidados pessoais e limpeza, universidades, entre outros.
A estrutura organizacional da ABDOH está composta, além dos Conselhos Fiscal e Administrativo, por cinco Vice-Presidências, que coordenarão trabalhos nas áreas de marketing e relações com o mercado, pesquisa e sistemas de controle, desenvolvimento e inovações tecnológicas, administrativo-financeiro e assuntos jurídicos e de normas éticas, e relações com os associados. A entidade conta ainda com um Núcleo Estratégico e Operacional que fornecerá apoio à Diretoria e aos Conselhos, exercendo ainda funções estratégicas e voltadas para o desenvolvimento do mercado. Para essas funções, foram contratadas as empresas Singular Arquitetura de Mídia, por meio de Geraldo Leite e Bira Business & Marketing, na qual Ubiratan Macedo exercerá a função de diretor executivo da ABDOH.
Veja o site da Associação: http://www.abdoh.com.br/
A seguir alguns exemplos do que já está sendo feito no mundo:



terça-feira, 1 de julho de 2008

Tatuagem da Boa



A idéia da AlmapBBDO para a Antárctica foi tornar o Bar da Boa um viral de sucesso... E foi o que aconteceu!
Para convidar os amigos para o Bar da Boa, existe um viral que mostra a nova tatuagem da Juliana Paes. O internauta escreve o seu nome e o nome de um amigo a ser zuado. O nome de quem mandou a mensagem aparece tatuado no ombro da Juliana. Ela, toda sensual, diz para o amigo não ficar triste, porque também tem uma tatuagem para ele. Ela chama o Paulão e o nome do amigo aparece tatuado no traseiro dele.

Confira no hot site: http://www.tatuagemdaboa.com.br/

Resultados: Em apenas um mês, foram 1.200.000 usuários únicos e 6.300.000 pageviews. O número de cadastrados no site da Antarctica triplicou. É a sacanagem entre amigos rendendo um mailing e tanto para a Antárctica.

Fonte: valeponto.blogspot.com

Assista ao vídeo:

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Cinema Catarinense em destaque

Zeca Pires, cineasta de Florianópolis, possui diversos trabalhos que retratam aspectos da cultura de Santa Catarina, em especial dos habitantes da capital. Foi um dos criadores da Cinemateca Catarinense e do Fundo Municipal de Cinema, além do Curso de Cinema e Vídeo da Unisul. Atualmente, é diretor do Departamento Artístico-cultural da UFSC e doutorando em Engenharia de Produção pela UFSC na área de mídia e conhecimento, com a temática Cinema Digital.
Produziu os curtas de seu conterrâneo Penna Filho "Naturezas Mortas" (1995) e "Victor Meirelles - Quadros da História" (1996). Foi assistente de direção de Cacá Diegues em "Um Trem para as Estrelas" (1988) e de Sylvio Back em "Cruz e Sousa - o Poeta do Desterro" (1999). Dirigiu seu primeiro longa-metragem (o segundo da história de Santa Catarina) em 2004, em parceria com o baiano José Frazão. Tem dois livros publicados: "O Cinema em Santa Catarina", em co-autoria com Norberto Depizzolatti (1987), e "Cinema e História: José Julianelli e Alfredo Baumgarten, pioneiros do cinema catarinense" (2000), sua dissertação de mestrado. Seu primeiro longa solo, “A antropóloga”, que conta a história de uma antropóloga açoriana que atravessa o Atlântico para descobrir os costumes e os mistérios da cultura ilhéu catarinense, deve ser finalizado até o fim deste ano.

A Antropóloga
Com cerca de 90% das imagens captadas na Costa da Lagoa, o filme retrata Florianópolis com uma novo visão. A protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, resgata com grande suspense os mistérios da cultura popular e do folclore da Ilha. O enredo de “A Antropóloga” é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis, pois o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas teve inspiração na obra do artista e pesquisador da cultura açoriana Franklin Cascaes.
A idéia da produção é estrear o longa em 2008 como parte das comemorações do centenário de Franklin Cascaes. A montagem do longa é realizada por Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre. Silvia Beraldo responde pela criação da trilha, que envolve o som de uma viola portuguesa de 15 cordas gravado nos Açores. A equipe de “A Antropóloga” conta ainda com Maria Emília de Azevedo na Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.
O elenco do filme é composto, quase que totalmente, por profissionais catarinenses. Entre os atores, apenas Larissa Bracher veio do Rio de Janeiro. Além de gostar do trabalho da atriz, Zeca Pires queria alguém com um olhar estrangeiro sobre os nativos. O elenco local é composto por Jackie Sperandio, Luige Cútulo, Rafaela Rocha de Barcelos, Sandra Ouriques, Severo Cruz, Eduardo Bolina, Paula Petrella, Ricardo Von Busse, Antonella Batista, Édio Nunes, Pedro Paulo Pitta, Fernanda Marcondes, e Aline Maciel. Todos os atores participaram de um trabalho de preparação de elenco de três semanas, realizado pelo diretor teatral Celso Nunes.
Fonte: Departamento Artístico Cultural - UFSC
Assista o clipe do filme:

terça-feira, 24 de junho de 2008

Propague: nada de soluções prontas.

A Propague é uma agência de publicidade que, segundo sua própria definição, tem os pés em Florianópolis e a cabeça em muitos lugares. Com 45 anos de mercado, completados neste ano de 2008, a agência acumula uma trajetória de sucesso que é traduzida atualmente pelo conceito “Impacto Criativo”.

O blog Publicidade na Era Digital entrou em contato com Roberto da Luz Costa, presidente da Propague, para uma entrevista sobre a visão da agência em relação às possibilidades que estão surgindo no mercado com o advento das mídias digitais. Confira:


De que maneira a propague se prepara para atuar na Era Digital?
A questão pra gente é um pouco mais complexa: como tornar a agência adaptada à era digital sem deixar de lado a era analógica. A verdade é que o nosso mercado - e acredito que qualquer mercado em qualquer país - ainda está em período de transição. Temos que acompanhar os hábitos dos consumidores. E os mesmos consumidores que passam boa parte do tempo online, passam outra boa parte do tempo offline, assistindo TV, ouvindo rádio, lendo revistas e jornais. O ponto de equilíbrio, portanto, é você ter em sua agência uma equipe que tenha facilidade em compreender e desenvolver propostas e idéias para estes dois mundos: o digital e o analógico. Quem escolher apenas o digital, vai deixar de lado muitas oportunidades que ainda são interessantes. E quem ficar apenas na era da mídia tradicional vai perder o bonde. Enquanto o consumidor agir desta maneira, a Propague também vai pensar assim. Portanto, respondendo à sua pergunta, a gente se prepara mantendo uma equipe atualizada, dinâmica e multidisciplinar.

Cite cases em que a agência utilizou as mídias tradicionais aliadas às mídias interativas?
Mídia alternativa ou mídia tradicional são possibilidades que a gente procura explorar quando a situação ou a idéia exigem. Não gostamos de olhar para a mídia interativa como uma novidade que queremos experimentar a toda hora, só porque é diferente. Se não tiver pertinência, se não for coerente com a proposta do planejamento, não usamos. E se for interessante para o projeto, podemos até usar apenas mídia interativa. No ano passado, executamos para o Beiramar Shopping uma ação no dia dos namorados que fazia esta combinação. Foi a Promoção Cantada Perfeita Beiramar Shopping: uma equipe gravou depoimentos em vídeo de jovens nos colégios de segundo grau dizendo qual foi a melhor cantada que eles já deram ou receberam. Estes vídeos estavam disponíveis no portal It's, que era nosso parceiro nesta ação. Os internautas que acessavam o portal votavam na melhor cantada. O vencedor ganhou prêmios como jantar e entradas para o cinema do shopping. E tudo isso foi divulgado tanto em mídia convencional como através de mensagens SMS. Este é um exemplo em que a pertinência deu o tom. O portal It's tem a penetração no público que queríamos atingir, a internet e as mensagens via celular fazem parte do cotidiano deste público, e os comerciais, anúncios e cartazes massificavam a divulgação da promoção. Isoladamente, nem a mídia convencional e nem a interativa faria efeito. Mas neste esforço conjunto, garantimos o sucesso dapromoção. Mais recentemente, lançamos o novo posicionamento da agênciautilizando também as várias oportunidades de mídia online e offline. O anúncio de jornal chamava para o site da agência, que trazia o vídeo em que nosso conceito era apresentado. Este vídeo veiculou na televisão, mas teve como mídia principal a internet. Nosso site também foi transformado em um blog, com atualização feita pela equipe da Propague e por colaboradores parceiros. Hoje, passados 4 meses do lançamento desta campanha, o vídeo no youtube já foi visto mais de 7 mil vezes, e o blog da agência já recebeu mais de 15 mil visitas.

Fale mais sobre a idéia dos colaboradores da Propague terem seu próprio blog na página da agência.
Isso foi um típico caso em que a gente transformou o limão em limonada (ou em capirinha, como diz o texto do nosso vídeo institucional). Sites de agência sempre nascem com a proposta de uma atualização constante, mas inevitavelmente caem no esquecimento e ficam lá, vagando no cyberespaço, sem manutenção, sem atualização, sem ninguém cuidando. Você pode pesquisar por aí pra constatar: a grande maioria das agências está com o mesmo site há 2 ou 3 anos. É como um folder eletrônico, nada além disso. E isso não acontece porque as agências são ruins, ou porque não entendem nada de website. A explicação deste aparente descaso é o fato delas sempre priorizarem os clientes. Como as pautas estão constantemente cheias, o site da agência vai ficando para a semana que vem, para o mês que vem, e ninguém nunca muda. Acontece que, em comunicação, percepção é realidade. Se um cliente ou um prospect decide visitar o seu site e encontra exatamente a mesma coisa que viu no mês passado, tem a percepção de que esta agência não é ágil, ou vai achar que se ela não se preocupa nem com a própria comunicação, imagine com a de seus clientes. Aqui na Propague, nós só quebramos esta inércia porque passamos a considerar a própria agência como um cliente. A partir deste momento, nossa comunicação fluiu como nunca.
Quanto à idéia do blog, ela é em parte uma solução para esta falta de atualização, ou a alegada falta de tempo para olhar pra isso. Transformando nosso site em um blog, nosso cliente ou nosso prospect nunca vai encontrar o mesmo conteúdo durante uma nova visita. Desde que, evidentemente, tenhamos sempre novos assuntos postados. Mas a principal vantagem deste formato é que nossos clientes, e também o mercado como um todo, passam a ter em nosso site um canal de informação. Este blog também tem como objetivo reforçar o nosso conceito de Impacto Criativo. Ele mostra quais são nossas referências, entre elas a música, o cinema, a fotografia, viagens, enfim, tudo o que possa nos servir de inspiração, tudo o que nos permita gerar um impacto criativo através do nosso trabalho. O fato de nossos profissionais alimentarem este blog tem duas vantagens: a primeira é que, para atualizar o blog, eles acabam automaticamente se atualizando, pois isso exige que eles fiquem sempre atentos a novidades. E a segunda vantagem é que, com tantas pessoas alimentando o blog, anulamos o risco dele se tornar mais um site sem ninguém tomando conta. Aqui, todo mundo tem esta responsabilidade.

Quais as mudanças que você está percebendo em relação ao mercado publicitário com a digitalização?
Há mudanças boas e ruins. As boas são as oportunidades que isso traz. Já podemos interagir com o consumidor e, com isso, temos uma noção mais precisa daquilo que ele aprova ou reprova. Nos Estados Unidos, a forma de mensuração de público utilizada na internet já está sendo avaliada para aplicação na mídia de massa, mais especificamente na televisão, aproveitando-se as possibilidades que a TV digital proporciona. Isso pode representar uma segunda revolução no nosso negócio, pois, neste cenário, não compraríamos mais espaço na TV por pontos de audiência, e sim por perfil de público - do mesmo modo que fazemos hoje ao comprar espaço publicitário na internet. Obviamente, esta evolução não vai acontecer amanhã, nem no mês que vem, nem no ano que vem. Mas é certo que isso vai acontecer, e somente as empresas que estiverem preparadas para habitar este novo modelo de mercado continuarão competitivas. O lado ruim é que isso - como outras fases pelas quais a publicidade já passou - faz surgir um certo modismo. É verdade que vemos muitas idéias brilhantes sendo geradas a partir da nova realidade digital, mas também vemos muito oba-oba, uma tendência ao imediatismo, à valorização do formato em detrimento do conteúdo. É preciso manter sempre o foco no objetivo da comunicação, na real necessidade do cliente, e não na vontade de fazer um viral ou uma ação na internet só porque todo mundo também está fazendo. Mas acredito que quando o marketing digital já tiver se tornado parte do nosso cotidiano, o mercado vai passar a trabalhar estas ferramentas com maturidade. Aí sim poderemos ver todo o potencial dos recursos digitais sendo desenvolvido.

Os clientes da Propague estão antenados em relação às tecnologias digitais?
Sem dúvida. Mais até do que as agências, os clientes são os maiores interessados na comunicação digital. Não apenas porque ela pode permitir uma maior otimização do investimento publicitário, mas principalmente porque eles já se deram conta de que seus consumidores estão cada vez mais digitais, e menos analógicos. Logo, a mídia digital já faz parte da pauta de nossos clientes. Se não de todos, pelo menos daqueles que têm um universo de consumidores interessante nestes meios.

Na sua opinião, qual o futuro da publicidade?
Ninguém pode, hoje, afirmar com total convicção qual será o futuro da publicidade. Nós estamos no meio da viagem entre uma realidade que deixamos lá atrás e outra que ainda não se completou - e que pode nunca vir a se completar. Durante décadas, atuamos em um cenário delimitado, pequeno e restrito. Era muito fácil dominar aquele cenário e transitar entre os poucos meios de comunicação que existiam nele. Hoje, a cada segundo surge uma nova idéia, um novo canal, uma nova tecnologia. Isso não vai parar, é um universo que vai continuar se expandindo. Portanto, na minha opinião, o futuro da publicidade também não pode ser definido, porque vai sempre se alterar à medida que novos avanços surgirem. Uma coisa, porém, acredito que eu possa palpitar com menos chance de errar: a convergência definirá o nosso modelo de comunicação no futuro. Não é só a tecnologia que está permitindo isso. As novas gerações já estão nascendo com esta pré-disposição. Hoje você vê um mesmo jovem ouvindo seu iPod, enviando torpedo do seu celular, respondendo a uma nova entrada no seu scrapbook e navegando na internet, tudo isso ao mesmo tempo, e com a TV ligada. Trata-se de uma geração que nasce moldada para a convergência, e que deseja que isso aconteça o mais rápido possível. Outro exercício de adivinhação que eu me atrevo a fazer é no que se refere ao conteúdo e ao entretenimento. Acredito que o modelo depublicidade fechado em 30", imperativo, tende a não surtir efeito nestes novos consumidores. Se você não der a eles a oportunidade de interferir na mensagem, de tocá-la e experimentá-la, e de se entreter com ela, este consumidor vai te descartar. O grande desafio é compreender este novo modelo de comportamento e desenvolver as técnicas e ferramentas necessárias para que este diálogo aconteça. E, por último, a construção de marca: isso não é nem uma previsão do futuro, é uma constatação do presente. Os produtos estão se tornando apenas uma embalagem para aquilo que o consumidor realmente está comprando, que se resume na marca. Portanto, investir na marca vai continuar sendo, no futuro, uma necessidade constante para quem quer se diferenciar no mercado. Pensando bem, essa é uma das poucas coisas que dificilmente vão mudar, mesmo com tantas transformações.

Dicas:
Visite o site
www.impactocriativo.com.br. Lá você encontra mais informações sobre a Propague e pode conferir as novidades postadas diariamente pelo pessoal da agência.

Confira o vídeo em comemoração aos 45 anos da Propague.