quarta-feira, 2 de julho de 2008

ABDOH Coloca o Brasil na Vanguarda da Mídia Digital Out-Of-Home

O publicitário Waltely Longo acaba de oficializar a criação da ABDOH - Associação Brasileira de Mídia Digital Out of Home – que nasce com 13 empresas fundadoras cuja atuação está focada num dos meios de comunicação que mais cresce em todo o mundo. A mídia digital out of home já é um mercado estimado em U$1,3 bilhões nos Estados Unidos, o que equivale a um dos mais elevados índices de crescimento na indústria da mídia exterior norte-americana. A trajetória desse tipo de mídia segue uma trilha de sucesso também no Brasil.

“O surgimento desses novos meios de comunicação que integram a categoria de mídia digital out of home é a resposta que o mercado esperava para reconquistar a atenção do consumidor, por meio da relevância que uma mensagem adquire ao ser transmitida em sincronia com o ambiente que ela se realiza”, diz Waltely Longo, presidente da ABDOH.
A ampla disseminação dos avanços tecnológicos ocorrida nos últimos anos e o profundo impacto que essas mudanças geraram no comportamento dos consumidores, vêm fazendo com que uma “nova ordem mundial de mídia” comece a assumir contornos mais nítidos e venha adquirindo aspectos cada dia mais concretos no panorama da comunicação mundial.
Essas rápidas transformações aceleraram a preocupação de anunciantes, profissionais de marketing e comunicação em todo o mundo, constatarem que as audiências estão cada dia mais dispersas, fragmentando a mensagem que chega aos consumidores. É nesse complexo contexto de mudanças que a tradicional disputa pela audiência vem perdendo espaço para uma batalha ainda mais acirrada. O novo desafio da comunicação é conquistar a efetiva atenção do consumidor num ambiente cada dia mais congestionado pela multiplicidade de estímulos e informações.
Baseado nesses fatores, analistas internacionais explicam o rápido e sólido crescimento registrado no setor de mídia digital out of home, definida como um tipo de meio de comunicação que atinge os consumidores quanto eles estão fora de suas casas. Sua principal característica é a utilização de monitores da alta tecnologia e transmissão digital de diferentes tipos de conteúdo.
A eficácia da mídia digital out of home está ligada à sua pertinência na conjuntura atual das metrópoles. Com uma concentração cada vez maior de pessoas e serviços, as grandes cidades apresentam uma realidade que torna propícia a oferta de uma mídia formatada exclusivamente para o cenário. “Enfim, os tempos modernos fazem com que as pessoas passem muito mais tempo fora de suas casas em comparação há 30 anos”, analisa Waltely Longo.
O mais importante conceito desses veículos é a oferta de comunicação dirigida para audiências cativas, como por exemplo: monitores instalados em redes de supermercados, shopping centers, bares e restaurantes. Há ainda aqueles estrategicamente instalados, com programação segmentada para públicos que se encontram em elevadores, ônibus, metrô, trens e consultórios médicos.

O que é a ABDOH
A exemplo de iniciativas similares já existentes em outros países, as principais empresas do mercado brasileiro que atuam no setor de mídia digital out of home decidiram se unir para criar uma associação representativa e de prestação de serviços do setor. Nasce assim a ABDOH, uma entidade cuja missão é incentivar as relações entre os associados e o mercado publicitário, produzir e divulgar informações técnicas sobre o segmento, estabelecer normas e procedimentos éticos do setor, padronizar sistemas de controle e avaliação, além de ajudar a disseminar o conhecimento sobre o meio, posicionando-o como uma poderosa ferramenta da construção de marcas de produtos e serviços.
São 13 as empresas sócio-fundadoras da ABDOH:
- CerejaPRN (Varejo)
- CineBoteco (Bares e Restaurantes)
- Elemídia (Elevadores de Ed. comerciais, Hotéis e Universidades, além de academias e Lojas de conveniência)
- Elemidia Empresas (Comunicação Corporativa)
- Elemidia Mall (Shopping Centers)
- Indoormidia (Aeroportos e Shopping Iguatemi)
- Speed Cast (Varejo)
- Strat Digital Signage (Varejo)
- Subway Link (Supermercados e Varejistas)
- TV Minuto (Metro SP)
- TV Mulher & Mãe (Consultórios e Maternidades)
- TvTrem (Trens Metropolitanos – CPTM)
- TVO (Mídia Digital Móvel – Ônibus)
Essas companhias apresentaram um faturamento R$ 30 milhões em 2007 e os números do primeiro trimestre deste ano confirmam uma previsão de crescimento superior a 100%, o que representará um faturamento de mais de R$ 73 milhões até o fim de 2008. O impacto desse crescimento refletirá também na expansão do total de monitores instalados, que deve saltar de 9 mil para 20 mil unidades nesse mesmo período.
A mídia digital out of home mostra uma expansão inquestionável. Esse tipo de investimento ganha cada vez mais espaço no budget de marketing dos anunciantes, consolidando-se como uma solução para as marcas que querem atingir seus consumidores com taxas mínimas de dispersão. Importantes setores da economia já estão utilizando os monitores das empresas associadas à ABDOH. Entre elas: setor automobilístico, cartões de crédito, varejo, bancos, alimentos, beleza, cursos, cinema, governo, restaurantes, companhias aéreas, telefonia, assistência médica, laboratórias, refrigerantes, cuidados pessoais e limpeza, universidades, entre outros.
A estrutura organizacional da ABDOH está composta, além dos Conselhos Fiscal e Administrativo, por cinco Vice-Presidências, que coordenarão trabalhos nas áreas de marketing e relações com o mercado, pesquisa e sistemas de controle, desenvolvimento e inovações tecnológicas, administrativo-financeiro e assuntos jurídicos e de normas éticas, e relações com os associados. A entidade conta ainda com um Núcleo Estratégico e Operacional que fornecerá apoio à Diretoria e aos Conselhos, exercendo ainda funções estratégicas e voltadas para o desenvolvimento do mercado. Para essas funções, foram contratadas as empresas Singular Arquitetura de Mídia, por meio de Geraldo Leite e Bira Business & Marketing, na qual Ubiratan Macedo exercerá a função de diretor executivo da ABDOH.
Veja o site da Associação: http://www.abdoh.com.br/
A seguir alguns exemplos do que já está sendo feito no mundo:



terça-feira, 1 de julho de 2008

Tatuagem da Boa



A idéia da AlmapBBDO para a Antárctica foi tornar o Bar da Boa um viral de sucesso... E foi o que aconteceu!
Para convidar os amigos para o Bar da Boa, existe um viral que mostra a nova tatuagem da Juliana Paes. O internauta escreve o seu nome e o nome de um amigo a ser zuado. O nome de quem mandou a mensagem aparece tatuado no ombro da Juliana. Ela, toda sensual, diz para o amigo não ficar triste, porque também tem uma tatuagem para ele. Ela chama o Paulão e o nome do amigo aparece tatuado no traseiro dele.

Confira no hot site: http://www.tatuagemdaboa.com.br/

Resultados: Em apenas um mês, foram 1.200.000 usuários únicos e 6.300.000 pageviews. O número de cadastrados no site da Antarctica triplicou. É a sacanagem entre amigos rendendo um mailing e tanto para a Antárctica.

Fonte: valeponto.blogspot.com

Assista ao vídeo:

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Cinema Catarinense em destaque

Zeca Pires, cineasta de Florianópolis, possui diversos trabalhos que retratam aspectos da cultura de Santa Catarina, em especial dos habitantes da capital. Foi um dos criadores da Cinemateca Catarinense e do Fundo Municipal de Cinema, além do Curso de Cinema e Vídeo da Unisul. Atualmente, é diretor do Departamento Artístico-cultural da UFSC e doutorando em Engenharia de Produção pela UFSC na área de mídia e conhecimento, com a temática Cinema Digital.
Produziu os curtas de seu conterrâneo Penna Filho "Naturezas Mortas" (1995) e "Victor Meirelles - Quadros da História" (1996). Foi assistente de direção de Cacá Diegues em "Um Trem para as Estrelas" (1988) e de Sylvio Back em "Cruz e Sousa - o Poeta do Desterro" (1999). Dirigiu seu primeiro longa-metragem (o segundo da história de Santa Catarina) em 2004, em parceria com o baiano José Frazão. Tem dois livros publicados: "O Cinema em Santa Catarina", em co-autoria com Norberto Depizzolatti (1987), e "Cinema e História: José Julianelli e Alfredo Baumgarten, pioneiros do cinema catarinense" (2000), sua dissertação de mestrado. Seu primeiro longa solo, “A antropóloga”, que conta a história de uma antropóloga açoriana que atravessa o Atlântico para descobrir os costumes e os mistérios da cultura ilhéu catarinense, deve ser finalizado até o fim deste ano.

A Antropóloga
Com cerca de 90% das imagens captadas na Costa da Lagoa, o filme retrata Florianópolis com uma novo visão. A protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, resgata com grande suspense os mistérios da cultura popular e do folclore da Ilha. O enredo de “A Antropóloga” é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis, pois o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas teve inspiração na obra do artista e pesquisador da cultura açoriana Franklin Cascaes.
A idéia da produção é estrear o longa em 2008 como parte das comemorações do centenário de Franklin Cascaes. A montagem do longa é realizada por Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre. Silvia Beraldo responde pela criação da trilha, que envolve o som de uma viola portuguesa de 15 cordas gravado nos Açores. A equipe de “A Antropóloga” conta ainda com Maria Emília de Azevedo na Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.
O elenco do filme é composto, quase que totalmente, por profissionais catarinenses. Entre os atores, apenas Larissa Bracher veio do Rio de Janeiro. Além de gostar do trabalho da atriz, Zeca Pires queria alguém com um olhar estrangeiro sobre os nativos. O elenco local é composto por Jackie Sperandio, Luige Cútulo, Rafaela Rocha de Barcelos, Sandra Ouriques, Severo Cruz, Eduardo Bolina, Paula Petrella, Ricardo Von Busse, Antonella Batista, Édio Nunes, Pedro Paulo Pitta, Fernanda Marcondes, e Aline Maciel. Todos os atores participaram de um trabalho de preparação de elenco de três semanas, realizado pelo diretor teatral Celso Nunes.
Fonte: Departamento Artístico Cultural - UFSC
Assista o clipe do filme:

terça-feira, 24 de junho de 2008

Propague: nada de soluções prontas.

A Propague é uma agência de publicidade que, segundo sua própria definição, tem os pés em Florianópolis e a cabeça em muitos lugares. Com 45 anos de mercado, completados neste ano de 2008, a agência acumula uma trajetória de sucesso que é traduzida atualmente pelo conceito “Impacto Criativo”.

O blog Publicidade na Era Digital entrou em contato com Roberto da Luz Costa, presidente da Propague, para uma entrevista sobre a visão da agência em relação às possibilidades que estão surgindo no mercado com o advento das mídias digitais. Confira:


De que maneira a propague se prepara para atuar na Era Digital?
A questão pra gente é um pouco mais complexa: como tornar a agência adaptada à era digital sem deixar de lado a era analógica. A verdade é que o nosso mercado - e acredito que qualquer mercado em qualquer país - ainda está em período de transição. Temos que acompanhar os hábitos dos consumidores. E os mesmos consumidores que passam boa parte do tempo online, passam outra boa parte do tempo offline, assistindo TV, ouvindo rádio, lendo revistas e jornais. O ponto de equilíbrio, portanto, é você ter em sua agência uma equipe que tenha facilidade em compreender e desenvolver propostas e idéias para estes dois mundos: o digital e o analógico. Quem escolher apenas o digital, vai deixar de lado muitas oportunidades que ainda são interessantes. E quem ficar apenas na era da mídia tradicional vai perder o bonde. Enquanto o consumidor agir desta maneira, a Propague também vai pensar assim. Portanto, respondendo à sua pergunta, a gente se prepara mantendo uma equipe atualizada, dinâmica e multidisciplinar.

Cite cases em que a agência utilizou as mídias tradicionais aliadas às mídias interativas?
Mídia alternativa ou mídia tradicional são possibilidades que a gente procura explorar quando a situação ou a idéia exigem. Não gostamos de olhar para a mídia interativa como uma novidade que queremos experimentar a toda hora, só porque é diferente. Se não tiver pertinência, se não for coerente com a proposta do planejamento, não usamos. E se for interessante para o projeto, podemos até usar apenas mídia interativa. No ano passado, executamos para o Beiramar Shopping uma ação no dia dos namorados que fazia esta combinação. Foi a Promoção Cantada Perfeita Beiramar Shopping: uma equipe gravou depoimentos em vídeo de jovens nos colégios de segundo grau dizendo qual foi a melhor cantada que eles já deram ou receberam. Estes vídeos estavam disponíveis no portal It's, que era nosso parceiro nesta ação. Os internautas que acessavam o portal votavam na melhor cantada. O vencedor ganhou prêmios como jantar e entradas para o cinema do shopping. E tudo isso foi divulgado tanto em mídia convencional como através de mensagens SMS. Este é um exemplo em que a pertinência deu o tom. O portal It's tem a penetração no público que queríamos atingir, a internet e as mensagens via celular fazem parte do cotidiano deste público, e os comerciais, anúncios e cartazes massificavam a divulgação da promoção. Isoladamente, nem a mídia convencional e nem a interativa faria efeito. Mas neste esforço conjunto, garantimos o sucesso dapromoção. Mais recentemente, lançamos o novo posicionamento da agênciautilizando também as várias oportunidades de mídia online e offline. O anúncio de jornal chamava para o site da agência, que trazia o vídeo em que nosso conceito era apresentado. Este vídeo veiculou na televisão, mas teve como mídia principal a internet. Nosso site também foi transformado em um blog, com atualização feita pela equipe da Propague e por colaboradores parceiros. Hoje, passados 4 meses do lançamento desta campanha, o vídeo no youtube já foi visto mais de 7 mil vezes, e o blog da agência já recebeu mais de 15 mil visitas.

Fale mais sobre a idéia dos colaboradores da Propague terem seu próprio blog na página da agência.
Isso foi um típico caso em que a gente transformou o limão em limonada (ou em capirinha, como diz o texto do nosso vídeo institucional). Sites de agência sempre nascem com a proposta de uma atualização constante, mas inevitavelmente caem no esquecimento e ficam lá, vagando no cyberespaço, sem manutenção, sem atualização, sem ninguém cuidando. Você pode pesquisar por aí pra constatar: a grande maioria das agências está com o mesmo site há 2 ou 3 anos. É como um folder eletrônico, nada além disso. E isso não acontece porque as agências são ruins, ou porque não entendem nada de website. A explicação deste aparente descaso é o fato delas sempre priorizarem os clientes. Como as pautas estão constantemente cheias, o site da agência vai ficando para a semana que vem, para o mês que vem, e ninguém nunca muda. Acontece que, em comunicação, percepção é realidade. Se um cliente ou um prospect decide visitar o seu site e encontra exatamente a mesma coisa que viu no mês passado, tem a percepção de que esta agência não é ágil, ou vai achar que se ela não se preocupa nem com a própria comunicação, imagine com a de seus clientes. Aqui na Propague, nós só quebramos esta inércia porque passamos a considerar a própria agência como um cliente. A partir deste momento, nossa comunicação fluiu como nunca.
Quanto à idéia do blog, ela é em parte uma solução para esta falta de atualização, ou a alegada falta de tempo para olhar pra isso. Transformando nosso site em um blog, nosso cliente ou nosso prospect nunca vai encontrar o mesmo conteúdo durante uma nova visita. Desde que, evidentemente, tenhamos sempre novos assuntos postados. Mas a principal vantagem deste formato é que nossos clientes, e também o mercado como um todo, passam a ter em nosso site um canal de informação. Este blog também tem como objetivo reforçar o nosso conceito de Impacto Criativo. Ele mostra quais são nossas referências, entre elas a música, o cinema, a fotografia, viagens, enfim, tudo o que possa nos servir de inspiração, tudo o que nos permita gerar um impacto criativo através do nosso trabalho. O fato de nossos profissionais alimentarem este blog tem duas vantagens: a primeira é que, para atualizar o blog, eles acabam automaticamente se atualizando, pois isso exige que eles fiquem sempre atentos a novidades. E a segunda vantagem é que, com tantas pessoas alimentando o blog, anulamos o risco dele se tornar mais um site sem ninguém tomando conta. Aqui, todo mundo tem esta responsabilidade.

Quais as mudanças que você está percebendo em relação ao mercado publicitário com a digitalização?
Há mudanças boas e ruins. As boas são as oportunidades que isso traz. Já podemos interagir com o consumidor e, com isso, temos uma noção mais precisa daquilo que ele aprova ou reprova. Nos Estados Unidos, a forma de mensuração de público utilizada na internet já está sendo avaliada para aplicação na mídia de massa, mais especificamente na televisão, aproveitando-se as possibilidades que a TV digital proporciona. Isso pode representar uma segunda revolução no nosso negócio, pois, neste cenário, não compraríamos mais espaço na TV por pontos de audiência, e sim por perfil de público - do mesmo modo que fazemos hoje ao comprar espaço publicitário na internet. Obviamente, esta evolução não vai acontecer amanhã, nem no mês que vem, nem no ano que vem. Mas é certo que isso vai acontecer, e somente as empresas que estiverem preparadas para habitar este novo modelo de mercado continuarão competitivas. O lado ruim é que isso - como outras fases pelas quais a publicidade já passou - faz surgir um certo modismo. É verdade que vemos muitas idéias brilhantes sendo geradas a partir da nova realidade digital, mas também vemos muito oba-oba, uma tendência ao imediatismo, à valorização do formato em detrimento do conteúdo. É preciso manter sempre o foco no objetivo da comunicação, na real necessidade do cliente, e não na vontade de fazer um viral ou uma ação na internet só porque todo mundo também está fazendo. Mas acredito que quando o marketing digital já tiver se tornado parte do nosso cotidiano, o mercado vai passar a trabalhar estas ferramentas com maturidade. Aí sim poderemos ver todo o potencial dos recursos digitais sendo desenvolvido.

Os clientes da Propague estão antenados em relação às tecnologias digitais?
Sem dúvida. Mais até do que as agências, os clientes são os maiores interessados na comunicação digital. Não apenas porque ela pode permitir uma maior otimização do investimento publicitário, mas principalmente porque eles já se deram conta de que seus consumidores estão cada vez mais digitais, e menos analógicos. Logo, a mídia digital já faz parte da pauta de nossos clientes. Se não de todos, pelo menos daqueles que têm um universo de consumidores interessante nestes meios.

Na sua opinião, qual o futuro da publicidade?
Ninguém pode, hoje, afirmar com total convicção qual será o futuro da publicidade. Nós estamos no meio da viagem entre uma realidade que deixamos lá atrás e outra que ainda não se completou - e que pode nunca vir a se completar. Durante décadas, atuamos em um cenário delimitado, pequeno e restrito. Era muito fácil dominar aquele cenário e transitar entre os poucos meios de comunicação que existiam nele. Hoje, a cada segundo surge uma nova idéia, um novo canal, uma nova tecnologia. Isso não vai parar, é um universo que vai continuar se expandindo. Portanto, na minha opinião, o futuro da publicidade também não pode ser definido, porque vai sempre se alterar à medida que novos avanços surgirem. Uma coisa, porém, acredito que eu possa palpitar com menos chance de errar: a convergência definirá o nosso modelo de comunicação no futuro. Não é só a tecnologia que está permitindo isso. As novas gerações já estão nascendo com esta pré-disposição. Hoje você vê um mesmo jovem ouvindo seu iPod, enviando torpedo do seu celular, respondendo a uma nova entrada no seu scrapbook e navegando na internet, tudo isso ao mesmo tempo, e com a TV ligada. Trata-se de uma geração que nasce moldada para a convergência, e que deseja que isso aconteça o mais rápido possível. Outro exercício de adivinhação que eu me atrevo a fazer é no que se refere ao conteúdo e ao entretenimento. Acredito que o modelo depublicidade fechado em 30", imperativo, tende a não surtir efeito nestes novos consumidores. Se você não der a eles a oportunidade de interferir na mensagem, de tocá-la e experimentá-la, e de se entreter com ela, este consumidor vai te descartar. O grande desafio é compreender este novo modelo de comportamento e desenvolver as técnicas e ferramentas necessárias para que este diálogo aconteça. E, por último, a construção de marca: isso não é nem uma previsão do futuro, é uma constatação do presente. Os produtos estão se tornando apenas uma embalagem para aquilo que o consumidor realmente está comprando, que se resume na marca. Portanto, investir na marca vai continuar sendo, no futuro, uma necessidade constante para quem quer se diferenciar no mercado. Pensando bem, essa é uma das poucas coisas que dificilmente vão mudar, mesmo com tantas transformações.

Dicas:
Visite o site
www.impactocriativo.com.br. Lá você encontra mais informações sobre a Propague e pode conferir as novidades postadas diariamente pelo pessoal da agência.

Confira o vídeo em comemoração aos 45 anos da Propague.

EDGY lança games interativos para Volkswagen e GM


Nesta semana entraram no ar dois games interativos criados pela EDGY - Digital Branding Experience, agência de inovação que vem fazendo uso pioneiro de diversas tecnologias, soluções em 3D interativo para web, realidade virtual, interações via webcam, realidade aumentada, games e muito mais. “Touareg Rally” é o nome do game da campanha da Volkswagen. O game simula um trecho do Rally dos Sertões, maior prova do gênero das Américas, 1ª do mundo em participantes e maior da América Latina em extensão. No game, o internauta pode pilotar o Race Touareg, (carro vencedor da Copa do Mundo de Rali Cross Country da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em 2005 e 2007), com uma reprodução fiel do carro e seu comportamento numa pista off-road. Muita poeira, lama e barro em trechos acidentados que envolvem morros, desfiladeiros, pontes e quebradas. A EDGY desenvolveu o jogo utilizando a plataforma Unity 3D, compatível com Macs e PCs, e a engine de física Ageia, presente em vários games AAA de PCs e consoles tradicionais de videogame. Por rodar na web, dentro do browser, o jogo não demanda instalação, basta ter o plug-in da Unity 3D. E todo o game, incluindo animações, trilhas e efeitos tem pouco mais de 4Mb. Se o internauta colocar o jogo em tela cheia, poderá esquecer que está dentro de um browser e imaginar que está jogando num console, como um videogame. “Foi um projeto desenvolvido em tempo recorde por uma equipe altamente qualificada. O resultado está aí, com qualidade gráfica, velocidade e o realismo da física que transformam o game numa diversão que pode durar horas”, diz Leonardo Dias, CEO da EDGY. O Game poderá ser acessado a partir do hotsite http://www.vwbr.com.br/rally/, ou também clicando-se na tab da Volkwagen no MSN. Já para a AG2, agência da GM, a EDGY criou um game para promover o lançamento do Prisma numa campanha 100% digital www.chevrolet.com.br/prismajump. Com tecnologia de última geração em games virtuais, o Game Flex Detour, produzido também em 3D interativo, leva o consumidor para uma experiência imersiva da marca e do produto. “É possível dirigir o Prisma virtualmente. Criamos o game, com o apelo da campanha, o conceito ‘jump’, procurando seduzir o consumidor a dar um salto em sua vida, a ganhar velocidade e a concretizar suas ambições através do Prisma. “Toda campanha do Prisma na Internet irá reforçar este conceito do ‘jump’. Queremos que os consumidores percebam o Prisma como a grande oportunidade para que se projetem em suas vidas. É este o espírito da Web e da nossa campanha: pular etapas”, assinala Samuel Russell, diretor de Marketing da Chevrolet. Sobre a EDGY: A EDGY é uma empresa formada pela associação da Cápsula Cinematográfica, uma das maiores produtoras gaúchas, e Leonardo Dias, também gaúcho, mas vivendo em São Paulo há quase uma década. A EDGY trabalha com projetos de inovação, cria, desenvolve e produz projetos interativos em ambientes virtuais e reais usando tecnologias de ponta a serviço da criatividade e experiências de marca. A empresa é presidida por Leonardo Dias, designer e administrador de empresas com atuação em propaganda, vídeo e internet. Com sede em São Paulo e base também em Porto Alegre, a empresa possui infra-estrutura e pessoal criativo desenvolvendo programas e projetos de branding interativo. Para conhecer melhor a EDGY, visite o site www.edgy.com.br


Fonte: Revista Making Of

segunda-feira, 23 de junho de 2008

livro A Cauda Longa


O livro "A Cauda Longa" (do original em inglês The Long Tail) de 2004, é o resultado de um detalhado estudo desenvolvido por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, no qual analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos.
Antes da Internet, a oferta de produtos era feita única e exclusivamente através de meios físicos: um produto físico, distribuído através de um modelo de distribuição físico, exposto em lojas físicas, que atendiam os consumidores de determinada região. Nesse modelo, os custos de armazenagem, distribuição e exposição dos produtos são muito altos, o que torna economicamente viável apenas a oferta de produtos populares, para o consumo de massa. E é justamente por isso que crescemos acostumados a consumir um número reduzido de mega-sucessos; pop stars, block busters etc. Um varejista tradicional, que tem custos fixos altíssimos para manter sua loja aberta, não tem espaço nas prateleiras para ofertar um produto que não venda pelo menos algumas dezenas de exemplares todo mês. Essa é a cultura de hit.
Com o surgimento do mundo virtual, estamos cada vez mais transformando em bits o que antes era matéria. E é justamente o rompimento das barreiras físicas que torna possível a criação de modelos de negócios de Cauda Longa, em que a oferta de produtos é praticamente ilimitada, uma vez que os custos de armazenagem e distribuição digitais são infinitamente inferiores. Produtos economicamente inviáveis no modelo de hit encontram no meio digital seus consumidores. Por sua vez, os consumidores que antes tinham acesso a um número reduzido de conteúdos, passaram a ter uma variedade quase que infinita de novas opções. E passaram a experimentar mais, consumir produtos que até então desconheciam. É essa variedade e essa nova experimentação que proporcionam as alterações no consumo tradicional (Não é à toa que a geração da Internet é menos fiel às marcas e mais predisposta a consumir novos produtos).
O que antes era um mercado ignorado, não só passa a ter valor como vem crescendo a cada ano. Peguemos como exemplo o mercado de músicas digitais. Somadas, todas as centenas de milhares de músicas menos populares, de bandas menores ou desconhecidas no mainstream (novos nichos), cujas faixas vendem apenas alguns downloads ao ano na iTunes, já representam um volume de vendas equivalente ao dos poucos hits produzidos para vender milhões de unidades.
Importante destacar que o conceito de Cauda Longa se aplica a praticamente todo mercado, inclusive o mercado de mídia. Com a convergência digital, é muito provável uma reorganização na distribuição da audiência, não apenas por conta de alterações nas características dos meios e na maneira como são consumidos, mas principalmente por alterações no próprio comportamento do consumidor.
No Brasil, a Rain Network criou uma plataforma de comunicação baseada no conceito de Cauda Longa, cuja distribuição digital de filmes para cinema tem aumentado o acesso a conteúdos até então indisponíveis para o consumo no país.


Fonte: wikipedia


ver: http://www.thelongtail.com/


Dicas de leitura:


Entrevista da revista época com Chris Anderson no http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75221-5856-433,00.html


Reportagem "A Cauda Longa da Internet" no http://oglobo.globo.com/blogs/tecnologia/post.asp?cod_Post=48061



Mídia do Futuro - Monitor de vídeo Flexível

É um plástico com camada metálica desenvolvido para exibir textos e imagens aproveitando a luz ambiente como fonte de energia.
O projeto, de uma empresa americana em parceria com um centro de pesquisa brasileiro, prevê em dois anos a chegada ao mercado. “É possível a gente tirar o monitor flexível do bolso da camisa, enrolado, esticá-lo e assistir a filmes, ver e-mails e fotos. Depois, enrola o monitor flexível, guarda no bolso e segue viagem”, demonstra o pesquisador Marcelo Tielo.

Assistir à reportagem:
http://www.youtube.com/watch?v=g6RNdYa1g3U&feature=related

Fonte: Jornal Nacional